quarta-feira, 25 de junho de 2014

Que pena amor, que pena!
A vida as vezes é assim, faz desentendimento virar ocasião.
Mas aqui bate o tambor no peito, dizendo que sobro o machado de Xangô.
São João Batista sabe disso. 
Na verdade o que vale a pena nessa vida é o calor.
Aquele fazendo beijo e abraço derreter como vela , feita pra santo.
Hoje não dormimos, mas o amanhã é azul feito Yemanjá, nem preciso dizer o que podemos esperar.
Sou pé no chão voando.
Nossa estrada não é reta, é feita de morros e descidas, Isso traz alegria e tristezas.
Mas vou dizer; que "bela poesia". Não volto atras, assim é, e assim é pra ser, essa é a nossa história para viver.
A cabocla me disse, ela me disse: foi Jurema que consagrou o nosso amor.
Ai, ai, ai desapareceu... O que foi ontem, não será hoje, o que foi hoje, não será amanhã.
Eu vi uma moça e ela vinha caminhando, tinha saia rodada. Balançava suas ancas e me chamava.
Eu vi a moça, ela era morena e dançava como Oxum.
Ela é das águas, das águas ela é, isso diz muito sobre essa morena.
Sentei na guia e não chorei, pois eu sabia; é quase tudo ou quase nada.
Que pena amor, que pena, uma noite perdida. Não!!! Apenas uma noite corrida, hoje não cantamos. Mas quanta batucada vejo no arrebol.
A cabocla já me disse; nós vamos é sambar.
Morena! Nós vamos é sambar.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Há momentos que se faz necessário fechar-se.
A "tal"escuridão não é algo assim, como contam, ela tem a sua necessidade poética.
Sem ela, eu não sentiria essa vontade de abrir as janelas...

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Paixão Analógica




Sabe o que acontece, quando você tem aquela sensação com um beijo maravilhoso?
Sabe quando dois corpos se unem e tem momentos inexplicáveis? 
Sabe quando na vida, passamos por experiências e as denominamos com o nome; Amor?
Todas essas situações coincidem em uma palavra; QUÍMICA.
Pronto!  Lhe defino o porque desenhar a luz com o filme é tão: memorável, poético e digo, até sensorial. Porque a película tem QUÍMICA.
A luz beija e faz amor com as emulsões do filme, quando o diafragma abre-se.
E depois, após banhos químicos, nasce algo que ao ver de nossos olhos, gera em nosso corpo uma explosão QUÍMICA, que inutilmente na busca de palavras bonitas tentamos defini-la.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Tem manhãs que acordo prisioneiro.
Das sensações de uma noite vizinha.
Seu cheiro entre meus dedos,
teu gosto na minha boca.
Seu cabelo enrolado em meu peito e seu gozo,
em meu corpo.

sábado, 7 de junho de 2014

Menina, diz pra mim
que a nossa dança
ainda não termina.

Que tudo não passou
de um passo,
daqueles desequilibrantes.

Diz pra aquela noite
que a verdade 
ficou nas cobertas.

Não foi dita, ficou tímida
amarrada dentro dos lençóis,
olhares e silêncio.

Menina, há tempos
lhe espero
e em tempos me perturbo. 

Justo no tempo
me perdi e com ele eu
caí.

Perdoe-me, menina
pela minha queda
que a ti causou feridas.

Mesmo que assim pequeno,
diga-me, aos meus ouvidos
— A nossa dança ainda não termina. 

domingo, 1 de junho de 2014

Escrevo por não ter uma boa digestão das palavras que como. Eu costumo ter uma bulimia de contextos e frases.

pensamentos de uma manhã ao primeiro gole do café.


aqui não tem silêncio.
tem é barulho e musica também
silêncio é o Himalaya
lá distante, ao longe, frio
aqui sou eu, perto, quente
mas também barulhento, incomodo
o Himalaya não
ele é rocha, eu pele, carne e pulso
ele é feito de minerais e eu de perguntas
ele lhe oferece o silêncio
e eu não dou respostas, sou duvidas
ele estático, eu me movimento.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Se um dia eu passar pelo passado, vou estudar bem fundo todas as escolhas perdidas, afinal as achadas já estou letrado e mestrado. 
Cavocar os buracos sem busca, esmirrar aquelas vontades esquecidas.
Ficar sentadinho por alguns momentos, observando quando achei estar falando de rosas.
E ai, depois pego uma carona rapidinho para ir lá na frente, só para ver o resultado da pesquisa.
E enquanto o ônibus para o presente não chega, vou rodar por ai, conhecer alguns bares, amores perdidos, desencontros, possibilidades inexistentes...
Chegando em casa, vou deitar na rede esperar a visita da amiga tarde, não pensarei em nada.
Depois, devagarzinho deixo Cartola me tocar a alma (que jamais foi vazia, nem lá, nem cá e nem acolá), " A sorrir / Eu pretendo levar a vida / Pois chorando / Eu vi a mocidade / Perdida..."
Naquela noite de calçadas cinzas, a pequena sentou, fitou a rua e a lua.
Lembrou das flores e da formiga no jardim. 
Lembrou que não sabia dizer meias-verdades, muitos menos verdades inteiras
Para isso, seria preciso conhecer a mentira...
Mas seria um erro, pois também lembrou que na sua vida, essa palavra não existia...
Depois de um tempo levantou-se, bateu com a mão no vestido, olhou a poça e reparou que a lua dormia. Era só isso que a pequena sabia.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Conto um sonho

Éramos quatro amigos andando e conversando.
Foi quando o nego atravessou o meu caminho e me chamou de jeito peculiar.
Foi quase uma benção, mas estava mais para um toque. Ele sabia que eu iria revidar.
Nego, mandingueiro, me conhecia.
E assim foi, dei a resposta; uma meia lua de compasso.
Ele riu com aqueles dentes brancos como o seu chapeuzinho na cabeça.
Esse nego todo vestido de preto, apenas os dentes, chapéu e sapatos brancos.
Sorrindo me chamou para a vadiagem e todos os outros brancos ao redor, não entendiam.
A briga daquele moleque com o preto-velho.
Eles brigavam sorrindo, eles brigavam brincando...
Pois não era briga não gente, era o jeito daquele nego/sábio, passar o recado ao moleque.
E assim se sucedeu; na base das pernadas.
Foi rabo de arraia pra cá, esquiva pra lá  e cabeçada acolá.
Aquele nego era Mestre, era preto-velho, era mandingueiro que sabia samba.
E daquela forma, na roda veio me salvar.
Foi logo à frente, onde meus amigos continuavam a andar, pois não pararam para ver eu e o nego jogar.
Foi lá na frente que escutei o grito. Parei de brincar.
Eram só alguns metros, muito sangue derramado no asfalto, três corpos ao chão.
Dois mortos e um com a perna arrancada, coisa feia pra mostrar.
Foi um fio de aço arrebentado que acabou com a vida, passou mais rápido que uma queixada.
Eu era para estar ali no chão, mas o nego na capoeira fez eu cessar.
O nego faceiro me parou. O mandingueiro me salvou.
Era um preto-velho, vestido de negro, chapéu e sorriso branco.
Cadê ele, cadê esse nego? 
Não sei, sumiu da mesma forma que entrou; sorrindo.
Foi tudo um sonho, mas no sonho fiquei vivo.
Na minha memória ficou gravado seu rosto faceiro.
Reconheço-o, já o vi na vida.
Uma vez, lá na parede da Bahia, seu retrato em preto e branco.
Era antepassado dos Mestres de hoje em dia.

Axé nego velho, tu me salvaste com a roda da vida.
Pena que a poesia não salva tudo, na verdade ela não salva nada.
Poesia são sonhos em letras, feita por sonhadores. 
E esses voam, as nuvens são suas casas, mas quando pisam no chão tomam flechadas e as flechas machucam, fazem cicatrizes e doem.
Quero ver você dar o pão a fome.
Quero ver você dar a cura a doença.
Quero ver você dar o perdão ao arrependido.
Quero ver você salvar a vitima do assassino.
Quero ver você me livrar da amizade perdida...
Não poesia, você não pode nada disso, aqui é terra, é chão e as leis são outras.
É ferro, brasa, ação e fato, sem espaço e abertura para fracassos.
O julgamento está pronto e a sentença não brinca.
Com a realidade da vida você não comunica.
Desculpe minha amiga "Poesia" aqui me despeço...
Pois a fé em tu, ficou despida.

sábado, 17 de maio de 2014

Eu não consigo escrever em papeis bonitinhos.
Minha poesia vem dos guardanapos, das folhas rasgadas,
dos lenços chorados.
Vem de papelão usado.


... Estou aqui, tentando pescar as palavras perdidas.
Nessa selva, chamado vida.

quarta-feira, 19 de março de 2014

segunda-feira, 17 de março de 2014

Serei no meu estado febril a ausência de nossas noites perdidas.
Prometo lhe buscar aquele grito escondido de orgasmos reprimidos.
Serei um colo, serei uma bussola, serei lençóis molhados.
E nada me peça de certezas, pois serei as belas e vividas não respostas.
Serei o que for para ser de presente no presente, mas jamais ausente. 
Serei saudades de 30 minutos... Só não poderei ser o que ainda não conheço, como ser.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Em mim desço as escadas, a duvida constrói meus degraus,
quando penso que subo, tempo depois percebo a realidade...
Não sou acariciado pela segurança, sou apadrinhado por incertezas. 
Em alguns dias, nem o hoje eu sei.
Um sinal seria bom...
Um bom sinal.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Quero aquela chuva da manhã, que deixa meus olhos marejados.
Aquele sol de tarde, que beija a minha pele e a deixa morna.
Quero aquela lua quando chegar a noite, e bebe-la como um vinho.

Quero aquele fio enrolado no meu peito.
Aquela nuca encostada nos meus lábios.
Quero aquela pele saída do banho, abraçando as minhas mãos.

Quero os momentos desconexos, que tempera os pensamentos em confusão.
Aquele olhar que adoça e tranquiliza.
Quero silêncios que comunicam e palavras que me deixam mudo.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Nunca mais, choveu!

a cada poema uma distância
a cada poema tudo distante
lembranças de um instante a cada poema
e foi como poesia que a chuva caiu e você ficou
e como poesia o Sol se abriu e você partiu

domingo, 9 de fevereiro de 2014


Sabe menina, aquela lua que caminha?
Ela é uma brisa, trazendo o nosso destino.
Aquele sonho que tu tevê, não era mentira.
Somos rebeldes, mudamos a história de nossas vidas.
A descoberta vem a cada passo vendado, não tenha medo, estamos de mãos dadas.
Não tenha medo, estou ao seu lado.
Sabe menina, aquela lua que caminha?
Vem dizer que o "pra sempre" é o dia vivido.
E que o futuro são histórias de outras luas.
Lágrimas do passado não retornam ao presente.
O amor é o Sol que as secam e as tornam, folhas secas de inverno, que servem apenas de adubo ao novo terreno.
Essa lua caminha e ilumina, mas não todo o percurso. Passos no escuro são necessários.
Promessas são coisas dos homens e a lua não compartilha.
Ela é parceira da vida, que não define nada, apenas experiência.

Sabe menina, a lua caminha e confia.  

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Naquela ilha mora o meu amor.
Todas as noites nos sonhos, estou lá.
Um dia, um dia irei acordar
e nadarei, para não ter que sonhar.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

As mulheres que não mostram suas barrigas.



... Uma flor as mulheres que não mostram suas barrigas.
Nada contra a quem mostre, não é repressão... Apenas uma declaração bem pessoal.
Mulheres que não mostram suas barrigas, tem uma elegância impar.
Elas mostram, assim disfarçadamente sem querer a sua nuca, ao passar a mão levemente em seus cabelos. Elas mostram assim sem querer o seu lindo colo, que todas tem, não existe mulher de colo feio. Impossível.
Mulheres que não mostram a barriga, tem uma personalidade natural. Elas tem uma atitude impar.
Mulheres que não mostram a barriga tem um olhar único e o sorriso então? Ah! Combinação perfeita; mulheres que não mostram a barriga e que estão, sinceramente sorrindo.
A exibição exagerada de hoje, tornou-se tão vulgar, que me pego há achar uma barriga, a coisa mais lindamente sexy, subversiva, atraente...
Uma flor a mulher que não mostra sua barriga, e que me doe seu olhar e me abraçe com seu sorriso.
Uma a flor a mulher que deixa ao homem que mereça; tocar, beijar e olhar sua barriga.

Ps. Nenhuma mulher tem um colo, uma nuca ou barriga feia. Naturalmente, IMPOSSÍVEL.

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

JE NE SAIS PAS.



Eu quero dizer algumas palavras, mas Je ne sais pas.
Quero tomar algumas atitudes, mas...
Lembrar aquela musica. 

Eu quero saber fazer aquela comida, quebrar algumas correntes
e viver alguns momentos, mas... 
Quero falar aquela língua, mas Je ne sais pas.

Eu quero soprar versos bonitos.
Atravessar algumas fronteiras, mas... 
Eu quero saber enxergar aquele olhar, mas Je ne sais pas.

Eu quero agarrar o futuro, beijar o presente e ser amigo do passado.
Quero decifrar a morte, conhecer o viver e saber quem eu sou, mas...
Eu quero fazer uma poesia, mas Je ne sais pas.

sábado, 26 de outubro de 2013

Retrato em mim o que jamais retratei em você.
O espelho serve apenas de passagem...
Nele minha alma se vê com os olhos de fora; o dos pensamentos.

domingo, 13 de outubro de 2013

quero o aconchego de uma café
sentado na estrada, olhando os carros passarem
quero me olhar e não me arrepender de nada

quero aquele amor, ainda não amado
quero aquela musica dedilhada
aquele suspiro de alma

quero a tranquilidade de um vagabundo
e a paz de um iluminado
sem perder essa minha rebeldia que tanto me salva

quero ser esse menino de olhar admirado
aqui, ali ou em qualquer lugar
ser aquele que o espelho nunca fala

domingo, 22 de setembro de 2013

Eu abri a porta e não encontrei-a.
Caminhei até a janela, pensando...
Senti seu perfume ao puxar a cortina.
Fechei os olhos.

As imagens eram em preto e branco.
Momentos assim são encontros.
E se fazem poucos em uma vida.

Desenhei seu corpo na parede.
A forma que encontrei para vê-la,
todas as manhãs, todas as tardes, todas as noites.
Desenhei em carvão.

As imagens eram em preto e branco.
Momentos assim são encontros.
E se fazem poucos em uma vida.

Encaixotei nossa respiração,
enrolados em lençóis molhados.
Sereno, levei ao sereno da manhã.
Sentei e meditei.

Abri os olhos.
E tudo era poeira e espera.
Fotografei na película, nossos desejos.
Revelei e desenquadrei nossa vontade.

A imagem era um momento, em preto e branco.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

NADA COM NADA.


...a noite tinha sabor de frio cínico. Enquanto caminhava sua esperança tomava aqueles chás para emagrecer, então não poderia esperar muita proteína de suas idéias.
As pernas em uma direção e as vontades em outra, dispersavam como multidão em protesto...
Já sabia que tudo era hipocrisia, já sabia que tudo era discurso, já sabia que tudo era filosofia.
Nesse resto de hoje nem dendê nem vatapá para alegrar sua discórdia.
Parou na esquina para a rebeldia beber o ultimo gole e comer uma daquelas sobremesas, feita de pão molhado ao leite (aguado).
Não resta nada, nem o perdido, esse já foi embora quando a coragem se socializou, acho que isso foi ontem...
Nada foi nada... Nada é nada.
Nada com nada.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

A bela dorme.
Ela é pequena.
A pequena sonha.
Sonha que pinta.
Pintando dança.
Dançando canta.
A pequena encanta.

Ela é atriz.

domingo, 1 de setembro de 2013

fui ali na saudade, buscar um beijo amado...
ser a gota que molha os lábios de Namibe.


ao passo que ando, paro e penso; pensando
que paro, andando no que penso.

domingo, 25 de agosto de 2013

Sonhos eróticos na madrugada aliviam a mente perturbada, com oscilações sociopatas...
A carne ferve a verdade dos hipócritas nas suas jaulas de brilhantes.
O sangue esfregado na sua cara, unica forma de acordar.
A cidade dança de olhos fechados, porque assim a mentira toca sua melodia.
Vem alivia-se no meu gozo e esqueça de si, esqueça o redor, esqueça o outro...
Assim caminhamos, esquecendo tudo de tudo, não olhando, não escutando, não sendo.
A virgem ignorância é a nossa promessa... Rezemos, rezemos...
E o pai nosso de cada dia é a nossa burrice.
Agora levante e coloque sua calcinha, sua gravata, seu salto alto e vai, volte para sua janela... Eu a partir de hoje andarei descalço.
Não esqueça de dar sua malhadinha de cada dia, de cada hora, de cada pensamento,
leve seus fantasmas com você. Os meus já ocupam muito espaço.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

jantar.

quero comer um beijo com gosto de saudades...
beber o toque sem açúcar e adoçante.
degustar da tua sobremesa com licor de anis

café? de manhã, passado em bons lençóis amassados.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

fichas caem
coração não mente
mente não é coração
mente suspeita
suspeita que mente
fichas caem
conscientemente
involuntariamente elas
caem
na mente e
no coração

terça-feira, 25 de junho de 2013

busque me com a boca aberta.
não venha com vontades tardias.
quero degustar do que me é verdade.
não é historia, sou real.

domingo, 23 de junho de 2013


Na madrugada ela foi embora.
Na bolsa levou a duvida.
No corpo o aconchego.
Sua pele ainda respirava um despertar quente.

O que a tocou foi às palavras não ditas.
Mas seu apego a um passado desnecessário,
Torna novamente seu corpo frio.

Na madrugada ela foi embora.
Na bolsa levou o medo.
No corpo as vontades.
Sua pele ainda respirava as possibilidades.
O que a tocou; Foi o toque.

Na madrugada ela foi embora.
Andando devagar.
Na bolsa levou pensamentos.
No corpo sensações.
Sua pele ainda respirava...

Na madrugada ela foi embora sem pressa.
E a pensar, talvez;
Uma bolsa...  É apenas uma bolsa e nada mais.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Sei dizer pouco com as palavras.
Mas compreendo o não dizer, dizendo de um silêncio.
Acho o Eu Te Amo desvalorizado, mas tenho fé em seu ato.
Amo primeiro com o corpo e depois me preencho de sentimentos, pois sou todo ação e dela fui feito.
Não super valorizo o tempo, mas presto atenção nos momentos que se tornam únicos.
E acredito que um bom beijo é a porta para o tudo.
Acredito também que uma porta que fecha é nada mais, do que uma porta que se fecha.
Abro-a, arrombo-a ou simplesmente parto para outra porta.
São tantas, sem dizer as janelas que em sua maioria são sempre mais numerosas.
Isso sem falar no teto, outra possibilidade de entrada com uma pequena dose de aventura. Ou seja; maneiras e formas de desfrutar do interno de uma casa.
Ficar lá fora só por uma questão de escolha.
Não consigo de forma alguma, decifrar palavras mudas ditas por lábios a distância. Mas sei sussurrar com meus olhos e por ele, sei fazer-me compreendido.
Tenho dificuldade de realizar a vida, se ela não estiver embebida de paixão.
Me torno perdido quando por algum momento, ela se distância.
Não sei o que isso significa, mas caso for um erro, mesmo assim escolho ele, do que o medo.
Esse me paralisa o outro me da sabedoria.
Não sei escrever, mas me arrisco em meus rabiscos.
Não acredito e nem desacredito deles...

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Sempre busquei.
Se encontrei algo?
Não, mas... Lindas amizades, belos amores e experiências...
Um espirito sempre incomodado com o comodo, com o comodo dentro e fora de mim.
Personagens e mais personagens se passaram nesse teatro e o camarim, ainda está cheio.
Rebeldias com causas e outras sem, desesperos na tentativa de saber os porquês das cousas, tentativas para não ser mais um adormecido.
Medos e mais medos, inseguranças que no fim, me tornam corajoso.
Chegando ao topo do saber que sei, sou levado a verdade do "não sei".
E é ali que esbarro com algo próximo do chamado liberdade... Esbarro apenas.
Sem certos ou errados, apenas experiências, essas que observo apenas como; experiências e nada mais.
Olhar para frente dá medo, olhar para traz causa nostalgia, o que me sobra é o agora.
E nele me encontro sem saber de nada.
São tantas teorias e filosofias que chega a dar uma preguiça.
Sem os títulos, sem os adjetivos, sem as personagens as pessoas são tão bonitas...
Que o simples nunca me largue, pois esses exageros ai fora me dá um cansaço.
Saber que nada sei, me dá alivio, me leva para um canto muito difícil de chegar, acho que algo próximo do que costumam chamar de humildade. Apenas acho, não tenho como dar uma certeza.
E quando estou achando que sei alguma coisa... É muito gostoso ser levado para o canto do "nada sei". Mas mesmo assim minha teimosia, tenta, tenta as vezes desesperadamente, aprender alguma coisa...

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Ela estava ali, desde do meu nascimento.
Mesmo assim, deixei de vê-la em instantes.
A estrada foi se formando e nela, nos encontramos algumas vezes.
Cheguei a ser ensinado a não olhar para ela. Diziam ser brega, feiA, não estava na moda...
Lá no fundo sentia sua falta e quando seus olhos me piscavam, eu tinha pequenos vislumbres de contentamento.
Chegou o momento de começar a querer procura-la... O que tornou por vezes, uma luta.
Estar com ela é ser julgado.
Disfarcei, escondi, camuflei.
Percebi que ter metas e regras para tê-la, só me deixava mais distante.
Nos momentos em que nos encontrávamos, era tudo tão fácil e obvio.
Mas a receita, sempre mudava.
Quanto mais conceitos, eu acumulava sobre ela, mais distante eu ficava.
E agora a estrada, já tem um pequeno percurso percorrido...
E nela experienciei que em qualquer direção, qualquer caminho, ela está lá.
Hoje, já nos encontramos com mais facilidade e continuidade, ainda não é um relacionamento estável. Mas, como namoramos tão melhor...
Estou definitivamente apaixonado e entregue... Mas não é fácil.
Mesmo envolvido pelo seu beijo, pelo seu toque, pelo seu halito... Eu, sem muito saber o motivo, sem mesmo querer fazer isso, sem desejar nada disso... Por momentos eu me afasto de seu corpo.
Estou aprendendo, estou constantemente aprendendo.
Sem saber de muita coisa, quase nada mesmo. Arrisco em dizer que; por ela me encontro enamorado, por ela me encontro sem chão, por ela me encontro sem direção...
E por ela entrego a minha vida.
E que cada vez mais, eu seja merecedor de sua visita.


Ps. A você dedico essas palavras.
Minha amada, SIMPLICIDADE.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Ela: Quem é vc?
Ele: Sou o percurso.
Ela: Percurso?
Ele: Entre um violino e o tambor.
Ela: Vc pode explicar?
Ele: Não. Isso não se explica. Mas, vc pode escutar...
Ela: (...)
Ele: (...)
Ela: Vc me beijou, por quê?
Ele: Isso não se explica...
Ela: Mas...

Ele: Para se ouvir boa musica é preciso ter bons ouvidos.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A visita.

As pálpebras se abracam, os olhos assim se fecham ao convite da escuridão necessária. Estar desperto é vital, mas dormir é uma morte natural.
A luz do dia insinua-se para as ondas do meu cérebro, as comunicações estão trocadas, são línguas de diferentes ordens. Mas é assim mesmo quando se desperta, nas hora de dormir e se torna necessário dormir quando tem que acordar.
O relógio para e depois seus ponteiros dançam ao contrário... Mas o tempo do meu corpo diz que o tic tac não cessou. 
Vamos silhos, fechem suas portas, tranquem as janelas, pois neste momento não quero luz, faz se necessário a noite para o meu descanso, mesmo que a escuridão seja artificial.

A rosa e o cinema.



Ali ela estava no banco deitada.
Eu a caminho.
Sua história não sei.
Não importa.
Eu a caminho.
Ela não é minha, eu não sou dela.
Eu a caminho.
Essa noite não dormirá sozinha.
Eu a caminho.
Sua história não sei...
Sozinha não está mais.
Eu e ela na rua caminha.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

No que o beijo.

No que beijo a tua boca, descubro a púrpura do universo.
Vejo as nuvens em meus pensamentos.
Meus pensamentos são as nuvens.
O céu abre-se dentro de mim.

No que beijo a tua boca, descubro o sentido inverso.
O palpável está entre nós.
Você não é o que eu acho isso não importa.
Também sou algo que não sei.

No que beijo a tua boca, serei eu sem eu.
Sinta a essência que dividi e o sádico que seduz.
Sonâmbulo dentro da espaçonave.
Quero acordar na sua cama.

No que beijo a tua boca menina sinto a vida
Beba meu corpo em poucos goles.
Quando estou dentro de você seus olhos brilham.
Vejo a lua em mim concentrada.

No que beijo a tua boca, eu simplesmente beijo a tua boca.

sábado, 29 de setembro de 2012

Sótão.

Não estou muito afim de tudo.
Quero que a vontade cambaleie no ócio.
Danço esses questionamentos embalado por um jazz.
Essa espera é uma tia chata no sótão que não para de cantar Macarena.
Encontro quartos bonitos, mas todos ocupados.
Disseram que uma das portas está a minha espera... Disseram.
Mas essa tia do sótão não para de cantar.
Pelo menos não está dançando aqui perante aos meus olhos.
Esses que em momentos fazem -se a extensão dos meus braços.
Eu poderia meter os pés em um desses quartos, eu poderia.
Mas isso não é mais o meu gênero, pelo menos não agora.
Não preciso dessa violência primitiva, há tempos que optei pelo sutil e gostei dele.
Vou conviver com essa tia por mais algum tempo.
Esse é o preço que cobram. Não pagarei jogando milhos aos porcos.
Prefiro que os porcos se joguem ao milho, assim por livre e espontânea vontade.
A noite é fria, mas o sangue ainda, ainda é quente.
Vou continuar esperando para quando os meus braços voltarem a ser meus braços.
E meus olhos apenas meus olhos...
E esses foram os pensamentos dela, naquela noite de gosto de dama, quando saia vestida de ocasiões.
Ela ainda está andando pela rua de desencontros e olhando as faixas em seu corpo, por onde alguns pedestres passaram.
Em algum momento a musica do sótão vai parar.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Apenas uma xícara de café... E mais algumas palavras.

Hoje estou cambaleando.
Ando no meio fio a procura de equilíbrio.
Mas acho que em nossa ultima briga, ele resolveu dar um tempo mais longo.
As cotas de disfarces estão pequenas.
Não sei por quanto tempo elas irão existir e nem sei mesmo se quero que existam.
As filosofias não estão mais servindo ou o meu numero de hipocrisias aumentou ou as filosofias que ficaram pequenas.
Nem neste ultimo refugio que é a escrita, nem aqui sinto o minimo de alivio.
Gostaria de ser verdadeiro, mas sinto muito, perdi as esperanças.
Gostaria de lhe pedir um abraço.
Gostaria de lhe pedir para ficar aqui sem falar nada, apenas ficar. 
Gostaria de dizer que preciso do seu calor.
Gostaria de dizer que não quero conversas, que quero o nosso silêncio (ele é a unica coisa que ainda me inspira verdade).
Mas não sei...
O caminho que tanto trilhei já não me serve mais.
Quem sabe agora sem horizontes alguma mudança aconteça.
As palavras estão sumindo.
Espaços de nevoas ocupam lugares em minha mente.
Formam um desenho que lembra algo como uma partitura musical.
As palavras estão sumindo, estão sendo substituídas por vácuos.
A respiração se torna mais interessante.
A caneta para.
A folha cai...

Obs. Mas pelo menos eu tive um espanto. Há tempos que eu não tinha. 

terça-feira, 14 de agosto de 2012

...isso pode ser sério

Já há tempos sinto que não envelheço.
A idade me acompanha, mas esse estado maroto é continuo.
E não tenho nenhum sentimento de que isso mudará.
Pelo contrario, cada vez tenho a sensação que é para sempre. 
E nem penso em lutar, pois no momento isso me satisfaz. 
Seja lá o que isso significa.
É claro que feições mudarão, não é disso que falo.
Mas não consigo deixar de olhar para o mundo como um maroto.
Acho que nunca serei um homem da sociedade. E isso pode ser sério.
Acho que sempre serei isso, esse. Menino.
E isso pode ser sério.
Agora, tem algo que não acho, tenho minhas máximas certezas.
Algo que nunca serei é ser um ser sério.

E isso pode ser sério.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Um sonho suspenso.

Um reencontro casual.
Caminhamos sem palavras em uma ponte que fica em qualquer lugar.
Meu silêncio quer dizer algo e o seu também.
Sorrisos de canto de boca. Entre os passos nossas mãos se atraem.
Sabemos o que nossos olhos falam. É isso o que queremos.
(pausa).
Sua boca sente o impulso do meu desejo. Um beijo sagaz, suspenso no ar e apertado.
Muda-se o tempo, muda-se o espaço.
Estamos em um quarto.
Uma dança.
 Meu corpo e o seu decifrando nossos idiomas.
Palavras são sussurradas, o verbo é lingua, sílabas suor, ponto e reticências.
Estou dentro de voce e voce me eleva.
Contamos nossa história de forma unica.
Seu gosto em minha boca, meu cheiro em sua pele.
Um sonho suspenso.
Nas janelas do inconsciente.


quinta-feira, 10 de maio de 2012

um poema chega assim



Um poema chega assim; meio sorrateiro não querendo nada, mas dizendo muito...
Empurrando pensamentos, as vezes por dentro, as vezes por fora, abrindo espaços sem forçar nada.
Eh! Ele tem esse jeito malandro que sabe chegar sem fazer barulho e quando dou por mim já danço a melodia que ele bem entender.
Lutar? Não posso, ou melhor, não saberia... Ele vem por águas que desconheço.
Eu até sei alguns dos seus caminhos: é um olhar, um silêncio, um pulsar mais forte, respiração ali naquele estado, uma simples intenção ou às vezes até um nada.
E no fim. Eu agradeço, pois por horas é minha oração, em momentos salvação, por muitas vezes Mestre, nunca deixou de ser amigo, quantas vezes me aliviou o coração (perdi a conta). Estranhamente me confundo com ele, mas sempre sabendo que mesmo ali comigo, ele serve gentilmente a todos. Suas vias muitas: visceral, direto, suave, faceiro, disfarçado, simbólico, feminino, masculino, bobo, careta, sensual... Mas mesmo brincando tanto com esse teatro de facetas, jamais deixou de ser honesto com sua essência...
Talvez seja por isso que ele venha tanto a me procurar.
Por vezes me beija, por vezes me abraça, por vezes me empurra.  Mas sempre ali dizendo: "Não há nada que já não saiba”.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012



Quando acordo faço do dia um arco.
Me envergo em seu peito.
Sou esse espaço que vacila.
Entre a flecha e o alvo.
No final da tarde sacudo a poeira do cansaço.
E guardo em uma sacola bonita.

Deixo-a atrás da porta, para quem sabe um dia...
Voltar hibernar na história ali, esquecida.

Mas de noite, bem de noitinha, lá nos meus sonhos.
Volta a ser aquele que na sacola amarra as fitinhas.
E deixo nelas, nas histórias, uma cor bem definida.


foto: André Auke

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Epístola



Estou próximo do limite.
Alguma mudança é necessária, já sinto isso há um tempo.
Parece que as coisas vão se afunilando.
Sinto a coragem trabalhando na reserva.

Será que consigo?  Será que posso?
Tantas coisas acontecendo. Qual é o real sentido?
Estou aqui, mas por vezes me sinto preso, ou melhor, me prendo.
É inadmissível estacionar nesse mundo onde o fluxo é interminável.

Veja as mensagens. Estou vendo.

Emociono-me com as atitudes de humildade assistidas do meu conforto.
Por que não estou lá se algo dentro de mim vibra?
Muitas estações se passaram e com elas o anseio de estar cada vez mais calado.
Estou ficando cansado das palavras. Ou elas de mim.


Quero um ato, um apenas e nada mais.
Diga que você também quer... Caminhe comigo.
Talvez o tempo de peregrinar sozinho já tenha passado.
Eu sei que existe mais...

Veja as mensagens. Estou vendo.

Não serei privado da vontade.
Essa roupa já está pequena para mim.
Tenho medo que o salto seja muito alto.
Já sinto isso há um tempo.

Veja as mensagens...



foto: André Auke
modelo: Jéssica Fogaça.