quarta-feira, 19 de julho de 2017

Qualquer dia desses, vou passa lá na sua casa. Para buscar aquele algodão que tu prometeu.
Vou comer o doce e lhe deixar uma flor.
Vou é pra me lambuzar na sobremesa, antes mesmo do prato sair do forno.
Assim, virando os sentidos, sacudindo as rotinas, quebrando as expectativas.
Trocando mesmo, toda a ordem do dia. 

sexta-feira, 28 de abril de 2017

É tanto andar para trás que as vezes me sinto até tonto.
Na tentativa de um giro para que os pés se aprumem pra frente.
Mas não tem jeito, eles tendem a querer ser como curupira.
Mas, já dizia o filosofo estrangeiro; é a utopia que faz a gente andar para frente.
Então bora continuar a construção dessa trilha.
Ora curupira, ora filosofo .
É desse  jeito que vamos abrindo a picada, uma hora a gente bate de frente de uma capoeira.
E ai, as vistas vai conseguir ver melhor e com clareza.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Pietra tem sofrência de "eus".
Quando é pega subitamente pela consciência,  eles começam a vazar.
Extrapolam da sua mente.
Esparramam pela cama, sofá e banheiro.
Grudam no espelho.
Pietra não consegue controlar.
Apenas senta debaixo da mesa,  abre sua garrafa de whisky e observa seus "eus" dançarem.
Ela luta para não acordar, quer adormecer.
A noite cansa, Pietra cansa.
A noite vai e Pietra fica.
Pietra descansa, sua mente não.
Pietra dorme e seus "eus" não. 

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Eu quero escrever para vc menina.
Quero dizer que a vida é boa.
Que ela pode ser colorida.
Mesmo que o céu esteja cinza pela sua janela.
Vc pode escolher a cor que quiser, dentro do seu coração.
Não se engane pelo o que as bocas sujas falam, são apenas pessoas que sofrem por não terem creme dental.
No fundo todos querem o bem.
Feche a janela e desça para a rua, deixe a mente sonhar.
Estou lhe escrevendo e  minha carta chegará pelo vento.
Estou longe neste momento, não chegarei tão cedo.
Espero que a carta pouse logo em suas mãos.
Não quero vc no parapeito.
Pule para dentro do seu coração  e siga o arco íris.
Ele te levará  para bem longe, bem longe.
Onde não há sombras que te atormente.
Saia do parapeito menina.
Não durma agora, estou a caminho.
Quero lhe levar para cama, acariciar seus cabelos e contar histórias.
Enquanto isso receba minha carta e leia na calçada.
Desça do parapeito, eu chego logo.
Trago na mochila apenas algumas roupas novas, um amuleto e giz de cêra, muito giz de cêra.