quinta-feira, 28 de junho de 2007

Vagão

Passa boi, passa boiada, passa trem, passa estação, passa amor e desilusão,
Mas não passa a minha tendência a ilusão.

Aqui estou preso nas minhas recordações.
Penso que vejo, mas o que vejo já não é.
Por que o que passou, passou e é natural não ser mais.

Estou olhando o que passou, deixei de ver o que é.

Vichiii! Passou de novo...

Eita! Tendência à confusão, estar de corpo presente e mente ausente e coração, hummmmm esse nem sei não.
Por que complico o que de natureza é princípio?

Ajuda-me Caeiro, pois estou vendo os mistérios e não as cousas.
Agora danou-se, transformando poeta em santo.

Vaiii mente, passa, vai recordação.
Quero ficar aqui, só eu e a estação.


4 comentários:

Doryka disse...

A mente agita
O coração saltita..

A mente aquieta
O coração sossega..

A mente contempla
O coração silencia...

Que venha a contemplação e o silêncio, então

Que venha o só Ser...

Marcel disse...

Nossa....muuuuuuito bom.

Nada como poesia pra passar em poucas palavras o que muitos livros as vezes não dizem.

Amei mano.

Abraços

Jéssica disse...

O famoso poder do agora...
Jé.

Anônimo disse...

Aprendi muito