sexta-feira, 11 de julho de 2008

O Nascimento



Em uma noite sem estrelas, o céu chora.
Uma carro na escuridão corre. O freio não funciona. Ele não pára.
A sirene vermelha grita!
O freio . Ele está vindo, mas ele não pára.
A porta de vidro explode. Agora sim, pequenas estrelas, mas elas estão no chão.
Ele ainda vem, mas ainda não pára.
O menino nasce sozinho e corrido.
Seu destino, não sei.
Sem pai, um parto de horas.
Em janeiro o início, do quê?
Enquanto um nasce, outro morre.
Uma esquina, um túnel, ele não pára.
Algo acontece. Uma passagem: do líquido para o seco, do quente para o frio.
Ele que vir, ver esse lado, ser esse lado, mas um sopro queima.
Agora não tem volta, o relógio anda, até o momento da volta. Quando?
Entre tantos, mais um. O garoto sozinho, corrido.
Seu destino, não sei.
Uma luz indica o caminho, uma luz fria, do silêncio para o barulho.
Nasce um sem eu, sem nome, sem nada para ser e com tudo que acharão que deva ser.
Uma dor, um medo!
Seu destino, não sei.
Lá fora, o céu ainda chora. Aqui dentro a tensão e plasma.
O garoto continua não sabendo o seu destino, ess é o provérbio. Será? Por quê?
Hoje ele corre, continua correndo, sozinho, não pára, não consegue, pois foi assim que nasceu: Com estrelas de vidro aos pés, bonitas, brilhantes e cortantes.
Seu destino , não sei.

4 comentários:

Algumas coisinhas da Jéssica disse...

Que belo texto, meu amor!!!
"Com estrelas de vidro aos pés"!! Que poético!
Mas hoje vc não precisa correr sozinho, pois estou ao seu lado.
Beijo!

Jairo Pereira disse...

muito bom!!!!
Gosto assim meu garoto...
Poesia sempre as viceras....

bom conhecer seu mundo!!!!!

FINA FLOR disse...

nunca sabemos!

beijos e obrigada pela visita, querido, volte sempre que quiser

MM.

Gabi disse...

além de um belo texto, vc está igualzinhoooooo, até hj!! ahahhahahaha