quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

A visita.

As pálpebras se abracam, os olhos assim se fecham ao convite da escuridão necessária. Estar desperto é vital, mas dormir é uma morte natural.
A luz do dia insinua-se para as ondas do meu cérebro, as comunicações estão trocadas, são línguas de diferentes ordens. Mas é assim mesmo quando se desperta, nas hora de dormir e se torna necessário dormir quando tem que acordar.
O relógio para e depois seus ponteiros dançam ao contrário... Mas o tempo do meu corpo diz que o tic tac não cessou. 
Vamos silhos, fechem suas portas, tranquem as janelas, pois neste momento não quero luz, faz se necessário a noite para o meu descanso, mesmo que a escuridão seja artificial.

A rosa e o cinema.



Ali ela estava no banco deitada.
Eu a caminho.
Sua história não sei.
Não importa.
Eu a caminho.
Ela não é minha, eu não sou dela.
Eu a caminho.
Essa noite não dormirá sozinha.
Eu a caminho.
Sua história não sei...
Sozinha não está mais.
Eu e ela na rua caminha.